Estranhas (mas necessárias) resoluções de ano novo.

Pronto! Chegou o grande dia! A maioria de nós vira um anjo de candura! Deseja paz, saúde, amor, dinheiro, sucesso… Para todos – ou quase todos.

Nada mal. Nada contra. Só que sou um bicho esquisito e, em vez de desejar o de sempre – pois meus entes queridos todos estão cansados de saber que só lhes desejo o melhor –, venho sugerir que desejemos e procuremos realizar ações mais concretas, sem as quais, aliás, não se podem alcançar metas mais abstratas, como paz e amor.

paz-e-amor-15914960

Segue uma listinha de sugestões, infelizmente incompleta (eu precisaria escrever um livro para mencionar tudo o que julgo minimamente necessário para levarmos uma vida melhor e dificultar bem menos a dos outros):

1- Dirigir com mais atenção. Ao volante, não falar (ou só falar muito rapidamente) ao celular. Teclar mensagens, enquanto dirige, então, nem pensar! Atos simplesinhos desses podem custar uma ou mais vidas, inclusive a do condutor.

Carro_celular

2- Pisar menos o acelerador. Não tenho a cara de pau de recomendar que todos sigam rigorosamente a velocidade das vias, pois isso seria tão ingênuo quanto inútil – e eu mesmo seria um mau exemplo nesse sentido. Mas dirigir a 100 km ou mais dentro da cidade, seja a hora que for, dispensa comentários!

3- Dizer mais bom-dia, boa-tarde e boa-noite, inclusive a desconhecidos.

4- Cumprimentar o porteiro, o garagista, o vigilante, o ascensorista, ou seja, toda aquela população que, para muita gente, é invisível, mas que, paradoxalmente, se tornaria visível se, por acaso, deixasse de existir.

5- Pedir licença quando passar por outras pessoas e desculpas quando esbarrar em alguém sem querer.

Sobre a gratidão (parte 2).

6- Não ter orgulho nem vergonha de pedir favores e, depois, agradecer por eles. Como se sabe, ninguém é auto-suficiente. Ninguém.

7- Após discussões, brigas, desentendimentos em geral, pesar com justeza e justiça o que vale mais: a amizade ou o orgulho ferido; as boas lembranças ou o rancor.

8- Fazer menos ruído. Lembrar-se sempre de que a maioria de nós está rodeada de pessoas que não precisam gostar de ouvir nossa furadeira, nossa batedeira, nosso liquidificador, nosso aparelho de som, nosso home theater, nossa voz… É questão de bom senso escolher o melhor momento para fazer barulho – até porque ele é inevitável às vezes.

barulho

9- Conhecer melhor antes de opinar sobre qualquer assunto.

10- Jamais adotar o tal “jeitinho” como regra, mas sempre como exceção.

Desculpem-me os leitores pelo estilo meio “caga-regra” deste artigo, mas penso que, realmente, todos nós teríamos um 2014 bem melhor se mais gente esquecesse o próprio umbigo de vez em quando e fizesse sua parte para que todos tenham ao menos uma vida mais civilizada.

Apesar de tudo… Feliz 2014!

Ano_Novo

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